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terça-feira, 3 de maio de 2011

O Mundo da Pintura!

Francisco de GOYA:
3 de maio de 1808, 
em Madri!

Imagen Alta Resolución
Três de maio em Madri
Goya
1814
Óleo sobre tela
266 x 345 cm
Museu do Prado, Madri (Espanha)

Quando a arte é testemunha 

da história!

Valéria Peixoto de Alencar
Em 1808, quando as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal, fazendo com que a família real e toda a corte portuguesa fugissem para o Brasil, a Espanha - aliada dos franceses - logo foi traída por eles e não sofreu menos que seu vizinho ibérico.

Iniciava-se assim a chamada Guerra Peninsular, que envolveu Portugal e Espanha (países da Península Ibérica), Grã-Bretanha (aliada a Portugal) e França.

Um artista espanhol, imbuído das características do romantismo, registrou momentos cruéis dessa guerra motivada, dentre outros fatores, pela revolta da população espanhola contra os invasores franceses. Esse artista foi Francisco José de Goya e Lucientes
Observe:
"3 de maio de 1808" - Goya
O efeito de luz utilizado na pintura - efeito que, em arte, chamamos de claro-escuro - é obtido pela presença de um único foco de luminosidade, que se concentra na vítima central, de braços abertos, e se espalha para o chão, onde se encontra um cadáver. É a única luz que ilumina a noite, prendendo nossa atenção nesse homem que, talvez num gesto de bravura, abre os braços antes de morrer. 

Esse efeito de luz é típico da dramaticidade do romantismo heróico. Um efeito que concede força inigualável a essa obra, que Goya fez em 1814 para homenagear os espanhóis revoltosos, fuzilados em maio de 1808 por ordem do marechal francês Joaquim Murat, cunhado de Napoleão.

Além de pintor, Goya era gravador e fez uma série de 82 gravuras, entre 1810 e 1814, denominada "Os desastres da guerra", nas quais são retratadas cenas de levantes e conflitos da luta dos espanhóis sob o domínio napoleônico. São cenas que o artista testemunhou em cidades como Zaragoza, Aranjuez e Madri e que retratam as consequências da guerra: fome, miséria, egoísmo e violência. Veja, por exemplo, a imagem abaixo:



Reprodução

É o retrato de uma guerra inglória e fútil, na qual não há heróis, mas somente assassinos e mortos.

Fonte:


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