Caro Visitante! Este blog é uma forma de expressar a minha paixão pela Arte, pela Natureza e também pela minha querida cidade natal que é Ribeirão Bonito. Espero que encontre aqui um espaço do seu agrado e, sobretudo que se sinta à vontade para apreciar, contemplar, refletir, observar, analisar, comentar, interagir, sugerir, enfim, participar. Seja bem-vindo!
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domingo, 12 de novembro de 2023

domingo, 14 de agosto de 2022

Grupo Escolar de Ribeirão Bonito - 1909

 Documento Histórico:



Grupo Escolar de Ribeirão Bonito/SP!


Grupo Escolar de Ribeirão Bonito
Atual: E E Cel. Pinto Ferraz
RibeirãoBonito-SP

Esse Grupo Escolar foi instalado em 12 de outubro de 1909. A construção do seu prédio fez parte de um projeto idealizado por Manuel Sabater, entre 1907 e 1908, para escolas com 8 salas de aula, isoladas, quatro a quatro, em alas diferentes, separadas pela sala dos professores, único ambiente administrativo da escola.

Em 1913, segundo o Anuário do Ensino do Estado de São Paulo do referido ano, essa escola funcionava em um período, com dez classes, com capacidade para 426 alunos. Naquele ano foram matriculados 431 alunos, com frequência média de 268, sob a direção de Raul Cardoso de Almeida, normalista.

Segundo o Anuário do Ensino do Estado de São Paulo de 1915, naquele ano foram matriculados 463 alunos e a frequência média foi de 277. Seu diretor era Joaquim Thomaz de Aquino, normalista.


Fonte: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/neh/1905-1910/1909Grupo_Escolar_de_Ribeirao_Bonito.pdf



sábado, 11 de dezembro de 2010

Natureza!

Dezembro: É Tempo de Manga!




RECEITA de plantar uma árvore!

bem cedinho quando a estrela da manhã
ainda toma conta do céu
cantar uma semente na palma da mão
como cantam as águas quando acordam
plantar a semente e seu futuro
de folhas e frutos
de sombra ao meio-dia
adivinhar na semente a seiva
o barulho do tempo

Roseana Murray
Receitas de Olhar
São Paulo : FTD, 1999 – (Coleção falas poéticas)

***

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Mundo do Cinema!


O Saci, de Rodolfo Nanni, filmado em Ribeirão Bonito no ano de 1951!




Sinopse:

Pedrinho, Narizinho e a boneca de pano Emília vivem no sítio do Pica-Pau Amarelo, com sua avó Dona Benta e Tia Anastácia. Pedrinho costuma ir à casa de Tio Barnabé para ouvir histórias do Saci, um negrinho endiabrado de uma perna só, que vive na floresta. Ao sair em busca do Saci, Pedrinho consegue apriosioná-lo numa garrafa, enquanto Narizinho, que passeia pela floresta, é transformada numa pedra por uma feiticeira. Pedrinho liberta o Saci da garrafa. Este o convida a assistir um ritual de sacis à meia-noite na floresta. Uma ave avisa-lhes o que aconteceu com Narizinho. Porém, o Saci conhece um método para desfazer o feitiço. Depois de terem conseguido, o Saci se despede de Pedrinho e de Narizinho, prometendo voltar um dia para visitá-los.

Curiosidades:

Embora Isabelle Drummond tenha sido a primeira "atriz criança" a interpretar a boneca Emília em uma série de TV, anteriormente em uma adaptação de cinema, também houve uma pequena menina chamada Olga Maria Amâncio, que interpretou a Emília em um filme em preto e branco de 1951, intitulado O Saci, dirigido por Rodolfo Nanni, e baseado no livro "O Saci" de Monteiro Lobato.

Atores do Filme:
Olga Maria - Emília
Livio Nanni - Pedrinho
Aristéia Paula Souza - Narizinho
Maria Rosa Moreira Ribeiro - Dona Benta
Benedita Rodrigues - Tia Nastácia
Otávio de Araújo - Tio Barnabé
M. Meneguelli - Cuca
Yara Trexler - Yara
Paulo Matosinho - Saci
Meninos de Ribeirão Bonito - Sacizada


Narizinho é transformada em pedra pela Cuca, no filme O Saci.





O Saci, de Rodolfo Nanni


Publicado em 21 de agosto de 2008 no site:

http://www.ctav.gov.br/2008/08/21/o-saci-de-rodolfo-nanni/

O Saci foi um marco na história do cinema brasileiro. Foi o primeiro filme dirigido e roteirizado por Rodolfo Nanni voltado para o público infantil. O filme teve sua estréia nacional no Festival Internacional do IV Centenário da Cidade de São Paulo (1954), e internacional, no Festival de Cinema de Veneza (1954).


Segundo Neusa Barbosa, jornalista e biógrafa, Rodolfo Nanni é “um cineasta especial no cenário brasileiro, já que percorreu um caminho independente e sempre achou novas formas de expressar seu talento artístico”. Foi assim em sua primeira direção com O Saci. Apesar do grande prestígio e reconhecimento na época, o filme contou com a participação de um elenco principiante e de jovens profissionais. A exemplo dos atores Lívio Nanni, o Pedrinho e Otávio Araújo, o Tio Barnabé. Já como assistente de direção, Nelson Pereira dos Santos e gerente de produção, Alex Viany.


O Saci, filmado em Ribeirão Bonito, São Paulo, terra natal do produtor e argumentador Artur Neves, é uma homenagem a Monteiro Lobato. Em depoimento à seção de Extras do DVD, sua filha, Márcia Neves, acredita que Artur Neves, sendo sócio de Caio Prado na Editora Brasiliense e o grande responsável pela edição das obras completas de Monteiro Lobato, quis realizar um tributo ao escritor.


Vladimir Sacchetta, jornalista e membro fundador da SOSACI (Sociedade dos Observadores de Saci), conta que Lobato se dedicou em construir uma identidade brasileira ao personagem mítico – o Saci Pererê, que em tupi-guarani significa “olho mau saltitante” – entre as décadas de 10 e 20. Mais especificamente em 1916, através do livro O Saci-Pererê - Resultado de um Inquérito, no qual Monteiro Lobato descreve as características do Saci. O escritor, que na época trabalhava para um jornal, provocou a indagação aos seus leitores de como e quem era o Saci. O resultado foi inúmeras cartas que contribuíram para a edição do livro e a criação simbólica do nosso Saci-Pererê.

O CTAv e a produção do DVD O Saci


O CTAv em 2005 foi responsável pela restauração sonora e pela edição do filme. O produto final foi a produção de um DVD que contém a estória e uma seção de Extras, acrescida de um atual documentário, filmografia de Rodolfo Nanni, fotos, críticas, entre outros.


Produção do DVD:
Direção: Sérgio Sanz.
Coordenação executiva: Renato Costa
Restauração Sonora e edição: Alexandre Jardim
Realização MinC, SAv, CTAv

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Deu no Blog do Milton Neves!




Pesquisando... encontrei num site de busca: 
"Que Fim Levou?" 
Galeria de fotos/Pelé garoto-propaganda!



"Esta é exclusiva!"


A foto acima foi enviada pelo internauta 
Pedro Sergio Ronco, de Ribeirão Bonito (SP)! 

Abaixo, confira o link:

domingo, 28 de novembro de 2010

Presépio!

 
 "Ele veio não como um clarão de luz
nem como um conquistador inacessível,
mas como aquele cujos primeiros
choros foram ouvidos
por uma moça simples
e um carpinteiro sonolento."  
Max Lucado


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tempestades!

"Tempestades vêm e são tão pessoais que parecem
saber seu endereço e ter a chave da sua casa."
Reverendo Jesse Jackson

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Feliz Natal!

"A Chegada”
de Max Lucado
 
O barulho e o movimento começaram mais cedo do que de costume na cidade. Quando a noite deu lugar à madrugada, já havia gente nas ruas. Os vendedores se colocavam nas esquinas das avenidas mais trafegadas. Os lojistas abriam as portas de suas lojas. As crianças acordavam com o latido alvoroçado dos cães vadios e das queixas dos jumentos que puxavam as carroças.

O dono da hospedaria levantara mais cedo do que a maioria dos habitantes da cidade. Afinal de contas, a hospedaria estava cheia, com todas as camas ocupadas. Todo tapete ou esteira disponível tinha sido usado. Logo todos os fregueses começariam a levantar e haveria muito trabalho a fazer.

Nossa imaginação se inflama pensando na conversa do estalajadeiro com sua família à mesa do café. Alguém mencionou a chegada do casal jovem na noite anterior? Alguém cuidou deles? Alguém comentou a gravidez da moça no jumento? Talvez. Talvez alguém falou no assunto. Mas, na melhor das hipóteses, ele foi levantado e não discutido. Não havia tanta novidade assim sobre eles. Tratava-se possivelmente de uma das várias famílias que não pudera ser recebida naquela noite.

Além disso, quem tinha tempo para falar sobre eles quando havia tanta excitação no ar? César Augusto fez um favor à economia de Belém quando decretou que houvesse um recenseamento. Quem podia lembrar-se de uma época em que se fizesse tanto comércio na cidade?

Não, é duvidoso que alguém tivesse mencionado a chegada do casal ou atentasse na condição da moça. Todos estavam ocupados demais. O dia já raiara. O pão diário precisava ser feito. As tarefas da manhã tinham de ser feitas. Havia tanto para fazer que ninguém tinha tempo para ficar imaginando que o impossível acontecera.

Deus entrara no mundo como um bebê.

Mas se alguém entrasse no curral de ovelhas na periferia de Belém naquela manhã, que cena peculiar contemplaria.

O estábulo cheira como todos fazem. O mau cheiro provocado pela urina, excremento e ovelhas paira forte no ar. O chão é duro, o feno escasso. Teias de aranha pendem do teto e um ratinho atravessa correndo o chão sujo.

Não podia haver um lugar menos adequado a um nascimento.

De um lado se encontra um grupo de pastores. Eles estão sentados silenciosamente no solo, talvez perplexos, talvez reverentes, mas sem dúvida extasiados. Sua vigília noturna fora interrompida por uma explosão de luz dos céus e uma sinfonia de anjos. Deus vai até aqueles que têm tempo para ouvi-lo — e assim, naquela noite sem nuvens, ele fora até os simples pastores.

Junto à jovem mãe se assenta o pai cansado. Se alguém está cochilando, esse é ele. Não consegue lembrar-se da última vez em que pôde sentar-se. E agora que a excitação diminuiu um pouco, agora que Maria e o bebê estão confortáveis, ele se apóia na parede do estábulo e sente seus olhos se fecharem. Ele ainda não entendeu tudo. O mistério do evento o intriga. Mas não tem no momento energia para lutar com as perguntas. O importante é que a criança está bem e Maria a salvo. A medida que o sono vem, ele lembra do nome que o anjo lhe dissera para usar... Jesus. "Nós o chamaremos Jesus."

Maria está bem desperta. Como parece jovem! Sua cabeça repousa sobre o couro macio da sela de José. A dor foi embora como por encanto. Ela olha para o rostinho da criança. Seu filho. Seu Senhor. Sua Majestade. Neste ponto da história, o ser humano que melhor compreende quem é Deus e o que ele está fazendo é uma adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela não pode tirar os olhos dele. De alguma forma Maria sabe que está carregando Deus nos braços. Esse é então ele. Ela lembra as palavras do anjo. "O seu reinado não terá fim."

Ele parece qualquer coisa menos um rei. Seu rosto é avermelhado, lembrando uma ameixa seca. Seu choro, embora forte e saudável, continua sendo ainda o de um bebê indefeso, lancinante e agudo. Ele depende absolutamente de Maria para seu bem-estar.

Majestade em meio ao mundanismo. Santidade misturada à imundície do excremento e suor das ovelhas. A divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, através do útero de uma adolescente e na presença de um carpinteiro.

Ela toca a face do Deus-menino. Como foi longa a sua jornada!

Esta criança superara o universo. Os trapos que o aquecem eram os mantos da eternidade. A sala dourada de seu trono fora esquecida em favor de um curral de ovelhas imundo. E os anjos adoradores foram substituídos por pastores bondosos mas perplexos.

Enquanto isso a cidade fervilha. Os mercadores não sabem que Deus visitou o seu planeta. O estalajadeiro jamais creria que enviara Deus para o frio lá fora. E o povo zombaria de quem quer que dissesse que o Messias jaz nos braços de uma jovenzinha na periferia de sua cidade. Eles estavam todos ocupados demais para sequer considerar essa possibilidade.
Os que não assistiram à chegada de Sua Majestade naquela noite, não perderam a oportunidade por causa de atos perversos ou malícia; de modo algum, eles a perderam simplesmente porque não estavam olhando.

Pouco mudou nesses últimos dois mil anos, não é?